Visão espírita sobre o psicopata

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Reprodução - Rádio Boa Nova

A psicopatia é um assunto que sempre está em pauta, porém pouco explicado na mídia. Antes de falar sobre qualquer outro assunto, é importante pincelar, o que é a psicopatia?

A psicopatia é um dos transtornos mais incompreendidos pela ciência. Foi descrita pela primeira vez. Pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckey. De acordo com o médico a psicopatia consiste em um conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos.


A pessoa que vive com o transtorno muitas vezes nem aparenta sua personalidade para quem o conhece superficialmente, no entanto o psicopata é um ser humano egocêntrico, não sentem afeto ou culpa. São pessoas sem emoção, que se preocupam apenas com o seu próprio bem-estar.

Geralmente pessoas que têm prazer em ver o outro sofrer, em roubar, em matar ou até mesmo torturar são considerados como psicopatas.

Estudos indicam que 25% dos prisioneiros americanos são psicopatas. O mais curioso é que a mesma pesquisa indica que há muitos psicopatas bem sucedidos, executivos, CEO de multinacionais, médicos e dentro de qualquer outra profissão.

O Espiritismo reconhece esse “problema”. O espírito é imortal porém a alma (espírito encarnado) passa por esse processo transitório de imperfeição. Dificilmente certos problemas são solucionados em apenas uma encarnação, geralmente o processo é longo, e pode durar inúmeras encarnações para uma melhora.

Divaldo Franco, em uma entrevista a uma Revista em 2001, logo após os ataques terroristas no World Trade Center, explica “Nós, espíritas, consideramos um psicopata o indivíduo que proclama uma guerra santa por paixões políticas.”

A psicopatia não pode ser diagnosticada por exames que identificam alguma anomalia ou defeito no cérebro, pois como já foi citado, não é um problema físico. A questão é espiritual e refletidos na personalidade daquela vida.

Como todo espírito, aquele que nasce psicopata tem o livre arbítrio. Muitas vezes almas desencarnadas que querem fazer justiça com as próprias mãos, ou preferem insistentemente ficar no mal são psicopatas ou sociopatas.

No entanto, existe a lei da ação e reação. Quando esses espíritos encarnam e fazem muito mal aos outros a liberdade da alma é constrangida, por exemplo, havendo encarnações compulsórias. O indivíduo encarna com graves deficiências físicas ou mentais, e vive uma prisão de aprendizagem. Em alguns casos graves, o espírito desencarnado é exilado do Planeta para o bem do progresso geral, indo para Planetas inferiores que auxiliarão em seu desenvolvimento.

Reforçando o que já foi citado, quando Divaldo foi questionado sobre como seria o desencarne de Osama Bin Laden, ele responde:

“Não poderia imaginar. Porém, pelas leis naturais, o indivíduo que é responsável por genocídios e crimes inomináveis sempre reencarna com muitas debilitações. No caso de Bin Laden, reencarnar-se estará escrevendo dentro de si mesmo todos os dramas que ele desencadeou contra os outros.”

Um filme que facilmente explica a psicopatia é o “Precisamos falar sobre Kevin”, no qual um menino demonstra sinais de psicopatia ainda criança, e, conforme seu crescimento, o transtorno só se mostra mais presente.


No Livro Memórias Suicidas da autora Yvonne A. Pereira, pelo Espírito Camilo Castelo Branco, no capítulo 2 da segunda parte do livro é relatado como se da a psicoterapia de um provável psicopata.

Nessa parte do livro passa a história de um perverso criminoso que está no Hospital Maria de Nazaré e diariamente recebe a visita de um terapeuta desencarnado, para aulas de “moral cristã”. O terapeuta passa ensinamentos do dia para que o algoz escreva em um caderno, medite e reflita.

Os temas das aulas giram em torno da moral, fraternidade, dentre outros. Os aprendizados a serem passados são colhidos da própria experiência do aluno.

A psicopatia não é uma doença mental que incapacita o senso de julgamento do ser, portanto o indivíduo responde 100% pelos seus atos. plenamente por seus atos.

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