Desencarne de crianças na visão espírita


Fonte: Luz da Serra

Ninguém é vítima do destino, ninguém tem algo na vida sem merecer, nem mesmo um desencarne prematuro, ou seja, ainda na fase infantil.

Antes de reencarnamos para continuar nosso crescimento evolutivo escolhemos tudo, nosso corpo físico, o local do nascimento, nossa família terrena e inclusive os aprendizados, sofrimentos, dores e alegrias.

Nada na vida é por acaso, não existem coincidências, pois tudo é perfeitamente sincronizado, obedecendo um plano divino preestabelecido e nossas escolhas.

A criança pode estar em um corpo pequeno, parecendo frágil e inocente, porém, a vemos dessa maneira porque temos o hábito de enxergar a nós e aos semelhantes pela ótica terrena apenas, acreditando que essa é a única existência.

Essa vida em que estamos inseridos é apenas mais uma, que claro precisa ser bem aproveitada, porém, nossa alma é antiga, nossa essência já passou por muitos corpos, por muitas situações, por muitas famílias, por muitas “cascas” pequenas e diferentes.

Portanto, na condição de espíritos, escolhemos nossa família carnal que nos auxiliará na evolução conscencial e, consequentemente, os auxiliaremos. Tudo é uma troca, de aprendizado, de evolução, de libertação, de resgates passados.


Muitas vezes em decorrência de ações praticadas em vidas passadas, para seu crescimento espiritual e resgates, a alma, no corpo de uma criança, solicita passar por situações difíceis, doenças ou acidentes. Assim, o aprendizado é para ela e para família também.

Da mesma forma, quando a criança é portadora de uma doença grave, assim escolheu antes de vir para a Terra, este Planeta Escola. Por sua vez, a família também aceitou a vivência de tal situação e está preparada para recebê-la, mesmo que a mente consciente não veja desta forma.

Claro que no momento do desencarne a família sofre, pois como nossa visão é limitada, nos apegamos muito, esquecendo que somos todos espíritos livres, que nos unimos por laços cármicos e por afinidade.

Assim, todos os envolvidos, antes de vir pra Terra, também escolheram isso, portanto estão preparados de forma inconsciente para receber o fato, aparentemente trágico.

Muitas vezes, quando uma criança passa longos períodos doente, os pais buscam se espiritualizar, se autoconhecer para compreender a situação. Ali vemos que a missão da criança era também trazer espiritualidade para os genitores carnais e, quando tudo está organizado, é hora de partir, ou seja, voltar para casa, pois aqui estamos por um período transitório. Quando a alma cumpre sua missão nesta planeta, não há mais necessidade de aqui continuar, seguindo sua jornada evolutiva, podendo voltar novamente até que alcance a iluminação.

Outra situação que causa comoção e é muito divulgada na mídia, é o assassinato de uma criança, por desconhecidos ou familiares. Apesar de parecer trágico, é evidente que está foi uma escolha e antes de julgarmos temos que parar e refletir: O que será que aconteceu com essa família em vidas passadas? Agora esta alma está em um corpo infantil, mas no passado o que fez a seu ‘suposto algoz’?

Embora a criança pareça inocente, pode ter resgates de vidas anteriores e aceito tal desencarne para evolução de todos os envolvidos. E não existe vítima, nem vilão, nem culpado, apenas uniões para aprendizados, muitos aparentemente negativos, mas que nos possibilitam evoluir espiritualmente.

Não existem fatalidades, tudo são escolhas pré-determinadas por nós antes de virmos para este planeta escola. Aqui não é nosso lugar, então temos que ver tudo isso com mais naturalidade. A reencarnação da alma, as vidas sucessivas em corpos, locais, famílias diversas, não é algo com fundamento religioso, mas científico.

Seria muito injusto se existisse apenas uma vida, pois existem realidades diversas…pessoas muito pobres, outras ricas, pessoas felizes, outras com uma vida de aprendizado e aparente sofrimento.

E isso ocorre porque escolhemos, porque cada alma é única e precisa passar por determinadas situações.

Você que está lendo este texto pode pensar: Você diz isso porque não vivenciou por uma situação difícil como passei!!

Não estou querendo dizer que o desencarne, as situações negativas são fáceis de serem encaradas e aceitas, mas deveriam ser. Se olharmos com os olhos da alma, percebendo que vamos e voltamos centenas, milhares de vezes, trocamos de corpo, de família, de vida, de profissão, veremos que tudo é perfeito e sincronizado. Que a vida não é um parque de diversões, é o local onde temos que aprender, evoluir, crescer como almas e não homens terrenos apenas, e por mais difícil de aceitar, devido ao nosso nível evolutivo, aprendemos mais pela dor do que pelo amor, esta é a realidade.

Claro que com nosso livre arbítrio podemos modificar tudo, porém, existem situações que precisamos vivenciar e mais tarde, nesta vida ou após o desencarne, veremos como foi proveitoso e rico em crescimento para a alma. Por isso, as escolhas que fazemos antes de vir para a Terra são mais acertadas daquelas que fazemos aqui, cobertos pela limitação.


Antes de reencarnar, quando estamos no Astral, temos mais clareza para fazer escolhas, mas ao chegar aqui, a ilusão, o véu do esquecimento, nos cega e esquecemos quem somos. Como um iceberg que possui apenas 5% visível e 95% encoberto pela água, nós temos 5% de consciência e 95% de inconsciência.

Não existe fatalidades, nem destinos cruéis, porque o desencarne, não é o fim, mas o recomeço de uma nova fase. Ao deixar o corpo carnal, que é morada da alma, temos consciência de quem somos de verdade, pois saímos deste cenário de testes, de encenação. Voltamos para nossa casa e percebemos nossa grandeza como espíritos livres que sempre fazem escolhas, conscientes que a evolução da alma é a meta principal de nossa existência.

6 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Testo muito bem explicado, maravilhoso.

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  3. Que possamos aprender cada vez mais para nossa própria evoluçäo. O livre árbitrio e nosso pois devemos nos vigiarmos sempre. Lindo texto e que possamos refletir sobre o assunto e aprender a amar e desapegar

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  4. Excelente texto , me ajuda a entender cada vez mais a perda do meu filho de 11 anos há pouco mais fe 1 mês.

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