Há crianças no mundo espiritual?

06:47 Meu Livro Espírita 0 Comments


Por João Eduardo Ornelas / CEAG

Há crianças no mundo espiritual? Várias obras psicografadas trazem relatos de crianças no mundo espiritual. Nas reuniões mediúnicas médiuns relatam terem visto ou sentido presença de crianças. São comuns descrição de cenas com crianças brincando, rindo e cantando.

Vejamos o que diz o Livro dos Espíritos, na questão 381 Kardec pergunta aos espíritos: Pergunta: Por morte da criança, readquire o Espírito, imediatamente, o seu precedente vigor? Resposta: "Assim tem que ser, pois que se vê desembaraçado de seu invólucro corporal. Entretanto, não readquire a anterior lucidez, senão quando se tenha completamente separado daquele envoltório, isto é, quando mais nenhum laço exista entre ele e o corpo."

Vemos portanto que, o espírito que animou o corpo de uma criança, ao desencarnar readquire sua forma anterior se apoderando de sua bagagem moral e intelectual conquistada nas precedentes encarnações. Ele não permanece como criança no mundo espiritual.

Mas é de nosso conhecimento que todo espírito que desencarna, não somente a criança, leva um tempo mais ou menos longo, dependendo de seu adiantamento moral, para se desligar do corpo físico e da ultima personalidade vivida na carne. O que se denomina perturbação ou crise da morte existe para todos podendo ser para alguns de duração curta (algumas horas ou até minutos), ou demorado para outros (semanas, anos, décadas...).


Por dedução lógica entendemos que há crianças que desencarnam e recobram quase que imediatamente sua condição espiritual plena devido ao seu adiantamento moral, a maioria tendo em vista a resposta recebida por Kardec na questão supracitada. São aquelas crianças que aqui na terra por vezes demonstram grande maturidade, discernimento, equilíbrio e sabedoria apesar da tenra idade. Temos vários relatos de fatos semelhantes no dia a dia e também nos livros espíritas. Na obra da codificação “O Céu e o Inferno” o espírito do menino Marcel, no primeiro caso do cap 8 da segunda parte ilustra bem o que queremos dizer. Por outro lado há crianças cujos espíritos ainda estão pouco evoluídos que se prendem por um tempo mais longo a suas personalidades infantis, se acreditando ainda crianças, mantendo a aparência e a conduta infantis. Essas precisam ser amparadas, orientadas e conduzidas no plano espiritual. Daí talvez o relato de algumas obras mediúnicas que narram a existência de instituições ou organizações destinadas a cuidar desses espíritos, não crianças, mas ainda fixados na forma infantil.

O espírito André Luiz, no livro “Entre a Terra e o Céu” segundo nos conta visitou uma dessas instituições denominada “Lar da Bênção” onde havia várias crianças. No momento da visita algumas delas recebiam a visita das mães ainda encarnadas cujos espíritos se encontravam emancipados pelo sono físico. Segundo foi informado a André, as crianças permaneciam ali recebendo cuidados e instrução até recobrarem sua condição de adultos assumindo a consciência de seu patrimônio espiritual, ou reencarnarem sem ainda terem adquirido essa condição para na carne continuarem sua trajetória. A segunda opção, o reencarne rápido, seria o destino da maioria dos espíritos internados no Lar da Bênção.

É também de André Luiz a consoladora informação de que ele não encontrou crianças nas regiões de sofrimento no mundo espiritual que visitou, locais esses que ele denomina “regiões umbralinas”. Os espíritos que desencarnam nessas condições são logo encaminhados ao auxílio. A misericórdia divina não permitiria criançinhas assustadas chorando perdidas, vagando em regiões de sofrimento no mundo espiritual.


Via de regra, não há crianças no mundo espiritual, é o que informa a codificação espírita. Há espíritos que se apresentam como crianças porque estão fixados em sua última encarnação. Há outros que se libertaram do condicionamento infantil, mas se apresentam nas reuniões mediúnicas ou em sonhos com a aparência da última encarnação para se darem a reconhecer. Quantos às cenas relatadas pelos médiuns de crianças brincando em parques e cantando felizes podem ser a visão de uma instituição espiritual de auxilio a entidades ainda fixadas na forma infantil, ou podem ser cenas plasmadas pelo pelos espíritos a fim de criar um quadro ameno e agradável, uma ferramenta didática necessária ao trabalho em questão.

Por que tão freqüentemente a vida se interrompe na infância? Foi o que Kardec perguntou na questão 199. Resposta: "A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar, e sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os pais."

A respeito do envolvimento dos pais no processo, o espírito André Luiz comenta: "Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo, simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a antiga apresentação que lhes era costumeira."

Aos pais que viram seus filhos partirem em tenra idade, para conforto e esclarecimento temos a dizer que:
a) Caso seu filho tenha demonstrado em seu curto período de vida no corpo físico grande equilíbrio, sensatez, inteligência e bondade, (fato freqüente) certamente trata-se de um espírito evoluído que, uma vez desencarnado recobrou sua bagagem anterior e está, de lá olhando pela família da qual está separado somente fisicamente.
b) Caso tenha sido uma criança normal, sem algum sinal aparente de evolução adiantada (o que não quer dizer que não a possua), seu filho não está sofrendo. Está no mundo espiritual recebendo amor, orientação e carinho a fim de recobrar sua memória espiritual e/ou reencarnar a fim de continuar sua trajetória.
c) Em ambos os casos pode-se obter contato, ter encontros e se matar a saudade por meios do pensamento, das preces e nos momentos de emancipação da alma pelo sono físico.
d) Também em ambos os casos é uma oportunidade de crescimento para os pais, por hora ainda incompreendido, mas que com certeza absoluta coaduna totalmente com a justiça divina na qual devemos confiar.

Fontes consultadas:
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos
Allan Kardec -  O Céu e o Inferno
José Marcelo Gonçalvez Coelho – artigo “Crianças no Além” publicado no Portal do Espírito
André Luiz/FCX – Entre a Terra e o Céu
Allan Kardec – Revista Espírita – agosto 1866 – PDF da FEB


Livro de outubro para associados

14:38 Meu Livro Espírita 0 Comments


Mês novo, livro novo!
Desta vez trazemos uma obra muito pedida pelos nossos associados.

Nesta psicografia reveladora, concebida em forma de diálogo entre o médium e o espírito, Dr. Odilon Fernandes conversa claramente sobre o tema que lhe foi proposto: Mediunidade e Sexualidade. 

Sem a pretensão de esgotar assunto tão vasto e complexo, o autor espiritual abre caminhos para o diálogo que a esta altura da evolução humana não mais deve ser postergado. O espírito Odilon responde a complexas questões de maneira direta, convidando a todos para que saiam a campo e opinem respeitosamente sobre temas que, para muitos, permanecem em aberto ao estudo, como é o caso da homossexualidade. 

Temos certeza de que esta obra representa um avanço no pensamento espírita e vai ajudar você a compreender melhor os planos da espiritualidade.

> Associados receberão esta obra até 30 de outubro/2017 (mês vigente).

FICHA TÉCNICA
Nome: Mediunidade e Sexualidade
Médium: Carlos A. Baccelli
Espírito: Odilon Fernandes
Número de páginas: 112

Nossos inimigos desencarnados

06:54 Meu Livro Espírita 0 Comments

Por Joanna de Ângelis


Não sendo a morte física o aniquilar da vida, é natural que todos aqueles Espíritos que se transferem de retomo para o mundo espiritual mantenham as características morais que lhes assinalavam a individualidade.

Recuperando a lucidez após o decesso celular, volvem à consciência as mensagens que foram armazenadas durante a trajetória orgânica, auxiliando-os na evocação de acontecimentos e feitos nos quais participaram.

Em algumas ocasiões, não ocorre esse fenômeno, em razão do estado de perturbação em que se encontram após o túmulo, mantendo fixações enfermiças e condutas infelizes.

Compreensivelmente, no primeiro caso, ressumam com mais facilidade as impressões vigorosas, aquelas que fortemente feriram ou dignificaram as emoções.

Nesse capítulo, os sentimentos de animosidade que tipificam os Espíritos inferiores ressurgem, levando-os aos processos de angústia e ressentimento, que procuram contornar mediante o desforço a que se propõem contra aqueles que os afligiram e que permanecem na viagem carnal.

É compreensível que não possuindo os tesouros morais de nobreza nem de elevação, deixam-se consumir pelo ódio, sendo levados às fontes geradoras do sofrimento que experimentam, no caso, as pessoas que se fizeram responsáveis pela sua desdita.

Surgem, nessa fase, as vinculações psíquicas com os antigos desafetos, aqueles que se tomaram motivo da sua aflição.


Reconhecendo a razão do sofrimento, sem, no entanto, entender as causas profundas, aquelas que dizem respeito à Justiça Divina, em face do desconhecimento da reencarnação e sua lei de Causa e Efeito, convertem-se em inclementes cobradores do que supõem ser dívidas para com eles contraídas.

Dispondo de mobilidade e fixando-se mentalmente ao adversário mediante a afinidade moral, inicia-se o doloroso processo de obsessão, que tanto se apresenta em forma de surto patológico, na área dos distúrbios psicológicos de conduta e de emoção, bem como em lenta e perversa inspiração doentia que termina por transformar-se em transtorno mais grave.

Quando não se encontram lúcidos, são igualmente atraídos, em razão da lei de sintonia existente entre devedor e cobrador, decorrente da convivência espiritual nas mesmas faixas de inferioridade em que se movimentam os encarnados e os desencarnados.

Não padece qualquer dúvida, quanto a influência exercida pelos Espíritos na convivência com as criaturas humanas, especialmente com aquelas de natureza permissiva e vulgar, cruel e indiferente, em razão do estágio moral em que ainda se encontram.

Pululam em volta do planeta bilhões de seres espirituais em estágio primário de evolução, aguardando ensejo de renascimento carnal, tanto quanto de desencarnados em estado de penúria e de sofrimento que se transformam em parasitas dependentes de energias específicas, que exploram e usurpam dos seres humanos que se lhes assemelham.

Desse modo, aqueles que se sentem prejudicados de alguma forma, têm maior facilidade em imiscuir-se na economia mental e emocional daqueles que consideram seus adversários pelos prejuízos que lhes teriam causado, perseguindo-os de maneira consciente ou não.

Os inimigos desencarnados constituem fator de desequilíbrio na sociedade terrestre que deve ser levado em conta pelos estudiosos do comportamento e das diretrizes sociológicas.

*

O mundo espiritual é preexistente ao físico, real e fundamental de onde vêm as populações humanas e para onde retomam mediante o veículo da desencarnação.

O objetivo essencial da desencarnação é propiciar o desenvolvimento intelecto-moral do Espírito na sua trajetória evolutiva.

Possuindo o psiquismo divino embrionário, em cada etapa do processo de crescimento desdobram-se-lhe faculdades e funções adormecidas que se agigantarão através dos evos até que seja alcançada a plenitude.

Não obstante, os atavismos que remanescem como tendências para repetir os gravames e os equívocos a que se acostumaram, exercem maior predominância em a natureza de todos, embora o Deotropismo que o atrai na direção fecunda e original da sua causalidade.

A escolha de conduta define-lhe o rumo de ascensão ou de queda, a fim de permanecer no obscurantismo em relação à verdade ou no esforço dignificante da autoiluminação.

Quando se esforça pelo bem proceder, prosseguindo na vivência das regras da moral e do bem, libertando-se dos grilhões dos vícios, mais facilmente alcança os níveis elevados de harmonia interior e os planos espirituais de felicidade, onde passa a habitar, Todavia, quando se compromete na ação do mal, é induzido a reescrever as páginas aflitivas que ficaram na retaguarda, resgatando os delitos praticados através do sofrimento ou mediante as ações de benemerência que o dignificam.

Em razão da comodidade moral e da preguiça mental, situa-se, não raro, na incerteza, na indiferença em relação ao engrandecimento ou comprazendo-se nas sensações nefastas, quando poderia eleger as emoções superiores para auxiliar-se e para socorrer aqueles a quem haja prejudicado, reparando os males que foram gerados mediante os contributos de amor educativo oferecidos.

Os inimigos desencarnados, desse modo, vinculam-se aos seres humanos atraídos pelas afinidades morais, pelos sentimentos do mesmo teor, pelas condutas extravagantes que se permitem.

*

Nunca desperdices a oportunidade de ser aquele que cede em contendas inúteis quão perniciosas;

de perder, no campeonato da insensatez,a fim de ganhar em paz interior;

de servir com devotamento, embora outros sirvam-se, explorando a bondade do seu próximo:

de oferecer compreensão e compaixão em todas e quaisquer circunstâncias que se te deparem;

de edificar o bem onde te encontres, na alegria ou na tristeza, na abundância ou na escassez:

de oferecer esperança, mesmo quando reinem o pessimismo e a crueldade levando ao desânimo e à indiferença;

de ser aquele que ama, apesar das circunstâncias perversas;

de silenciar o mal, a fim de referir-te àquilo que contribua em favor da fraternidade;

de perdoar, mesmo aquilo e aquele que, aparentemente não mereçam perdão;

de ensinar corretamente embora predominem a prepotência, e por essa razão mesmo…

Nunca te canses de confiar em Deus, seja qual for a situação em que te encontres.

Vestindo a couraça da fé e esgrimindo os equipamentos do amor, os teus inimigos desencarnados não encontrarão campo emocional nem vibratório em ti para instalar as suas matrizes obsessivas, permitindo-te seguir em paz, cantando a alegria de viver e iniciando a Era Nova de felicidade na Terra.

(Página psicografada pelo médium Divaldo p, Franco, na sessão
mediúnica da noite de 28 de fevereiro de 2005, no Centro Espírita
Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)

As 13 melhores novelas sobre espiritualidade

12:38 Meu Livro Espírita 0 Comments

Gosta do tema espiritualidade? Confira uma lista das novelas que prova que a Globo não perde uma oportunidade de falar sobre espiritismo e reencarnação :)

1. A Viagem (1994)


De 1994, a novela fala sobre vida após a morte segundo a filosofia de Allan Kardec. Alexandre, o personagem principal vivido por Guilherme Fontes, é um delinquente que se mata na cadeia e volta para tirar o sossego de todos que prejudicaram sua vida.
2. O Sexo dos Anjos (1989) 
Exibida entre 1989 e 1990, a produção conta a história do Emissário (Felipe Camargo) que é mandado para a terra por Diana, o Anjo da Morte (Bia Seidl). Sua missão é buscar Isabela (Isabela Garcia) mas apaixona-se por ela e prefere que sua irmã, Ruth (Sílvia Buarque), morra em seu lugar.
3. Amor Eterno Amor (2012)
Carlos e Rodrigo (Gabriel Braga Nunes) são a mesma pessoa na novela de 2012. O primeiro procura seu amor de infância, o segundo é o filho desaparecido de Verbena Borges (Ana Lúcia Torre). O menino foi sequestrado pelos seus tios que descobriram que ele tinha a capacidade de domar qualquer animal. Eles fizeram do garoto uma atração de circo e lucraram muito com isso.
4. Alto Astral (2014)
Substituída por I Love Paraisópolis, a trama contava a história de Caíque (Sérgio Guizé). Um jovem médico que recebe um guia espiritual, Castilho (Marcelo Médici), que o acompanha desde a infância. Quando criança, Caíque desenhava o rosto de uma mulher. Sabe o que acontece depois? Descobre-se que ela existe e namora seu irmão (Thiago Lacerda).
5. Alma Gêmea (2006)
Rafael (Eduardo Moscovis) e Luna (Liliana Castro) são um casal apaixonado no início da década de 20. A morte trágica de Luna em um assalto faz com que viúvo fique deprimido. Anos depois, ele reencontra o espírito de sua falecida esposa em Serena (Priscilla Fantin). Exibida em 2006, foi mais uma história de amor que transcende a vida.
6. Escrito nas Estrelas (2010) 
De 2010, a novela conta a história de Daniel (Jayme Matarazzo), filho do médico e dono de uma clínica de fertilidade, Ricardo (Humberto Martins). O jovem conhece Viviane (Nathalia Dill) mas falece em um acidente de carro. No plano espiritual, ele é recebido por sua mãe, seu anjo da guarda Seth (Alexandre Rodrigues) e por um espírito de luz, Athael (Carlos Vereza). O jovem continua de olho em Viviane, protegendo-a e fazendo com que ela sinta sua presença. 
 7. O Astro (2011)
No remake da produção de 1977/78, o empresário Salomão Hayalla (Daniel Filho) é assassinado. Porém, ele continua aparecendo para seu filho, Márcio (Thiago Fragoso), dando diversos conselhos.
8. Páginas da Vida (2006) 
Nanda (Fernanda Vasconcellos), grávida de gêmeos, volta para o Brasil para ter os filhos. Ao sofrer um acidente, a jovem é levada ao hospital mas não resiste aos ferimentos. A menina que tem síndrome de Down e o menino são separados. Na produção de 2006, o espírito da mãe faz de tudo para juntar as duas crianças.
9. Amor à Vida (2014)
De 2014, a novela conta a história de Nicole (Marina Ruy Barbosa) que tem câncer. No dia de seu casamento com Thales (Ricardo Tozzi), a noiva morre no altar e volta para assombrar o marido.
10. Amorteamo (2015)
Marina Ruy Barbosa volta para assombrar os vivos na série Amorteamo. A atriz vive Malvina que, após ser deixada no altar por Gabriel (Johnny Massaro) decide tirar sua própria vida. Arrependido, o jovem abre o caixão da moça que volta à vida em uma versão “noiva cadáver”.
 11. Anjo de Mim (1996)
O tema da novela de 1996/97 é o espiritismo com o viés em encarnações de vidas passadas. Floriano Ferraz (Tony Ramos) é um escultor que viu sua mulher morrer aos seus pés. Depressivo, ele procura a ajuda do psiquiatra Ulisses (Odilon Wagner). Com sessões de regressão, ele consegue voltar à sua vida passada e ver que era o tenente Belmiro. Valentina (Carolina Kasting), ao tentar fugir com o tenente, morre aos seus pés. O escultor larga tudo para ir atrás da encarnação de sua amada.
12. O Profeta (2006)
A adaptação da novela da TV Tupi, de 1977, estreou na Globo em 2006. Marcos (Thiago Fragoso), o protagonista, é um jovem que tem o poder de prever o futuro.
13. A Cura (2010)
A série de 2010 leva às telas Dimas Bevilláqua (Selton Mello), um cirurgião com poderes mediúnicos. Ao voltar para Diamantina, sua cidade natal, o jovem é surpreendido por Edelweiss (Inês Peixoto), mulher que tenta convencê-lo de que ele é, na verdade, a reencarnação do Doutor Otto (Juca de Oliveira). O jovem possui o dom de ser medium mas não sabe o que fazer com ele.

A paralisia do sono na visão espírita

12:31 Meu Livro Espírita 0 Comments


Ao procurarmos uma explicação científica sobre a paralisia do sono, encontramos que esse episódio é apenas um acontecimento que todos podem passar durante a fase REM – Rapid Eye Movement (movimento rápido dos olhos) do sono. Assim, a paralisia se caracteriza por uma incapacidade de se mover, de enxergar e sensações como o sufocamento e peso sobre o corpo. Mas também podemos encontrar uma diferente linha de interpretações desses episódios, como a visão espírita.

No ponte de vista espiritual, a paralisia do sono você está entre o sono e o despertar, é o momento em que o espírito desencarnado interage com o corpo encarnado. Assim, o episódio pode ser considerado uma experiência de “desdobramento incompleto”, quando o nosso espírito desencarna parcialmente.

Você já teve essa experiência?
Deixe abaixo nos comentários.


Atores relatam experiência com o espiritismo

12:21 Meu Livro Espírita 0 Comments


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o espiritismo tem hoje 20 milhões de adeptos - cresceu 40% em cinco anos, principalmente nos Estados mais ricos e escolarizados. Estes novos seguidores valorizam as explicações racionais para a vida após a morte.

Com a mudança de perfil e o sucesso do assunto na mídia, não é de espantar que mais celebridades estejam declarando sua crença em espíritos. É o caso de Juliana Paes, Raica Oliveira, Cléo Pires, Rosi Campos, Marcos Caruso, Carlos Vereza, Paola Oliveira e Samara Felippo. A casa Lar de Frei Luiz, no Rio, é uma das que recebem várias celebridades toda semana. "Carlos Vereza é um dos nossos conselheiros, e sempre vem aqui Elba Ramalho, Joanna, a Alcione, Toni Garrido, Cissa Guimarães", diz a presidente, Helena Mussi Gazolla.

CAROL CASTRO

Fui batizada, fiz a primeira comunhão, mas não frequento a Igreja Católica. Quando eu era pequena, fui muito a um templo budista. Minha mãe morou no Japão dos 4 aos 9 anos e tem uma relação forte com a religiosidade oriental, que ela me transmitiu desde pequena. Minha mãe é astróloga, taróloga e terapeuta corporal. Ela se comunica com espíritos, já psicografou um livro do escritor Camilo Castelo Branco. Sou budista. Acredito em uma força maior e tenho certeza de que todos nós reencarnamos; temos várias vidas após a morte.

Acredito que os espíritos voltam para ajudar ou atrapalhar as pessoas.
Quando eu era criança, eu via muitos espíritos. Aos 3 anos, cheguei a casa falando que tinha visto Jesus. Minha mãe ligou na escola para reclamar que a professora estava influenciando minha formação religiosa, mas ninguém tinha falado nada sobre Jesus para mim. Aos 6 anos, contei para a minha mãe que, em uma vida passada, eu morei em um castelo e tinha uma mãe que fumava. O nome dela era Marcela. Todos daquela minha família morreram de febre. Na mesma época, vi a avó da minha mãe e saí correndo, assustada. Depois contei para ela e descrevi o vestido que o espírito estava usando. E era o vestido favorito dela.

Com o tempo, você perde essa pureza de criança e deixa de ver coisas assim. Fui me desligando, mas ainda hoje valorizo muito a intuição, ela me ajuda a fazer as escolhas certas. Quero ser mãe, e vou respeitar e estimular os meus filhos a não perder esse contato com o espiritual. Bloquear as crianças nessa fase tão bonita da vida só vai atrapalhar o desenvolvimento delas."



MARCOS CARUSO

"Tenho uma formação inicialmente católica, mas eu me converti ao espiritismo. Passei a ter uma relação muito forte com a filosofia kardecista a partir dos 27, 28 anos. Pauto minha vida pelo que o Evangelho me ensinou. Durante um longo tempo, li O Evangelho Segundo o Espiritismo, ia às sessões espíritas, mas praticava a religião católica. Hoje sigo à risca a doutrina espírita, que é a favor da reencarnação. Peguei alguns pontos da filosofia kardecista e levei para a minha vida, como a fraternidade, a humanidade, saber pedir perdão, fazer com que o sucesso aumente minha responsabilidade e não a minha vaidade, essas coisas. Sei que evoluí, dos 27 aos 54 anos, pela filosofia espírita. Sou um devoto, acredito nas responsabilidades pelo que fazemos, que voltamos numa vida futura e eu posso voltar melhor ou pior, dependendo de como me comporto aqui. Assim, encaro melhor a minha presença nesta vida.
Não tenho medo da morte, ela é inevitável, temos de aceitá-la.
Eu só me preocupo com o possível sofrimento das pessoas quando elas se aproximam da morte. Nunca fiz regressão porque não me interesso pelo que passou. Tenho uma relação forte com o presente e o futuro."

JORGE LOREDO E ROSI CAMPOS

"Minha bisavó já era espírita, minha mãe se comunicava com entidades. Acredito que existem outras vidas e as pessoas se comunicam com muita força quando estão morrendo", diz o ator Jorge Loredo. Há ainda quem se declare médium. "Fui desenvolvendo a mediunidade de forma natural", afirma a atriz Rosi Campos, que interpreta uma cartomante em O Profeta. "Quando cheguei ao centro espírita, eu não sabia se iria conseguir essa conexão. As pessoas é que mitificam, mas, se você acredita, não tem nada de anormal."

CAIO BLAT

"Sou fã de Allan Kardec e Chico Xavier. Fiquei muito envolvido com o espiritismo porque minha ex-mulher (a cantora lírica Ana Ariel) era médium. Quando nós começamos a namorar, eu fiquei muito impressionado com os livros de Allan Kardec, com as apresentações lógicas e claras sobre a nossa evolução espiritual. Ele explica muito bem esse conceito tão antigo que é a reencarnação. Esta vida é só um pequeno momento que faz parte de um ciclo muito maior. Gosto também das ações sociais dos espíritas. Já fui ao Lar de Frei Luiz, que eu conheci por intermédio do Carlos Vereza. Antes de conhecer o espiritismo, eu já frequentava a Sociedade Taoísta.

A minha prática espiritual valoriza muito a meditação, o silêncio.
Sou seguidor de Lao Tsé, e tento conciliar o exercício espiritual do Oriente, a busca por ser zen, com a explicação racional de Kardec. A questão da comunicação com os espíritos não me atrai, prefiro desenvolver a minha intuição. E estou tentando desenvolver a telepatia. Se eu estou pensando em alguém, ligo para a pessoa na hora. Geralmente ela está mesmo precisando de apoio."
Carol Castro também pensa assim. "As crianças têm uma pureza muito grande e para elas o contato com os espíritos é espontâneo. Eu via muitos quando era criança. "Aos 6 anos, contei para a minha mãe que, em uma vida passada, eu morei em um castelo e tinha uma mãe que fumava. O nome dela era Marcela. Todos daquela minha família morreram de febre." Hoje, a atriz diz que não vê mais entidades, mas que sua mãe conseguiu desenvolver essa capacidade. "Ela se comunica com espíritos e já psicografou um livro do escritor Camilo Castelo Branco."

MAITÊ PROENÇA

"Não tenho religião. Tenho uma ligação com o divino, com aquilo que não se explica, mas que alguns sentem de forma intensa - é meu caso. Ao longo do dia me relaciono com isso muitas vezes e em alguns momentos de maneira mais solene.
Paro e rezo, medito, acendo velas, tenho meu ritual particular.

Acredito em reencarnação. Acredito que nos transmutamos. Que esta vida é mais um rito de passagem (entre muitos) para algum lugar melhor e mais sublime, para um estado de êxtase permanente, para a integração com um estado de consciência perfeito. Acredito também na comunicação com espíritos. Se essas experiências são relatadas por pessoas é porque de alguma forma elas acontecem. Ninguém inventa nada, está tudo aí."

Fonte: Revista Quem - Edição 322

Como espíritos obsessores sugam energia

12:12 Meu Livro Espírita 0 Comments


A simbiose prejudicial é conhecida como parasitose mental. Esse processo é tão antigo como o próprio homem. Após a morte, os espíritos continuam a disputar afeição e riquezas com os que permanecem na carne ou arruam empreitadas de vingança e violência contra eles. Na parasitose mental temos o vampirismo. Por esse processo, os desencarnados sugam a vitalidade dos encarnados, podendo determinar nos hospedeiros doenças das mais variadas e até mesmo a morte prematura. Para o mundo espiritual, “vampiro é toda entidade ociosa que se vale indebitamente das possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos homens”.

O médico desencarnado Dias da Cruz lembra que “toda forma de vampirismo está vinculada à mente deficitária, ociosa ou inerte que se rende às sugestões inferiores que a exploram sem defensiva”. E explica a técnica utilizada pelos espíritos vampirizadores, situando-a nos processos de hipnose. Por ação do hipnotizador, o fluido magnético derrama-se no campo mental do paciente voluntário, que lhe obedece o comando. Uma vez neutralizada a vontade do sujeito, as células nervosas estarão subjugadas à invasão dessa força. Os desencarnados de condição inferior, consciente ou inconscientemente, utilizam esse processo na cultura do vampirismo.

SUGANDO AS ENERGIAS


Justapõem-se à aura das criaturas que lhes oferecem passividade, sugando-lhes as energias, tomam conta de suas zonas motoras e sensoriais, inclusive os centros cerebrais (linguagem e sensibilidade, memória e percepção), dominando-as à maneira do artista que controla as teclas de um piano. Criam, assim, doenças fantasmas de todos os tipos, mas causam também degeneração dos tecidos orgânicos, estabelecendo a instalação de doenças reais que persistem até a morte. Entre essas doenças, Dias da Cruz afirma que “podemos encontrar desde a neurastenia até a loucura complexa e do distúrbio gástrico à raríssima afemia estudada por Broca”.

Relaciona ainda outras moléstias: “pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e à ulceração, à dipsomania e à loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral. Através do próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como são as psicoses de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinqüência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte”.

Em Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz se refere a um caso interessante de um homem desencarnado e uma mulher encarnada que vivem em regime de escravidão mútua, nutrindo-se da emanação um do outro. Ela busca ajuda na sessão do trabalho desobsessivo realizado por um centro espírita e, com o concurso de entidades abnegadas, consegue o afastamento momentâneo do espírito obsessor. Bastou, porém, que o espírito fosse retirado para que ela o fosse procurar, reclamando sua presença. Há muitos casos em que o encarnado julga querer o reajustamento, porém, no íntimo, alimenta-se dos fluidos doentios do companheiro desencarnado e se apega a ele instintivamente.

Em Obreiros da Vida Eterna, André Luiz descreve cenas de vampirismo em uma enfermaria de hospital. “Entidades inferiores, retidas pelos próprios enfermos, em grande viciação da mente, postavam-se em leitos diversos, inflingindo-lhes padecimentos atrozes, sugando-lhes vampirescamente preciosas forças, bem como atormentando-os e perseguindo-os”, afirma. E confessa que os quadros lhe traziam grande mal-estar.

Marlene Rossi Severino Nobre
Associação Médico-Espírita do Brasil.

Pai, qual o tamanho de Deus?

12:07 Meu Livro Espírita 0 Comments


Um garoto perguntou ao pai: Qual o tamanho de Deus?

Então ao olhar para o céu o pai avistou um avião e perguntou ao filho:
Que tamanho tem aquele avião?

O menino disse:
Pequeno, quase não dá para ver.

Então o pai o levou a um aeroporto e ao chegar próximo de um avião perguntou:
E agora, qual o tamanho desse avião?

O menino respondeu: Nossa pai, esse é enorme!

O pai então disse: Assim é Deus, o tamanho vai depender da distância que você estiver dele. Quanto mais perto você está dele, maior ele será na sua vida!

Autor desconhecido

Como atuam os Médicos Espirituais?

12:00 Meu Livro Espírita 0 Comments


Na Espiritualidade, os servidores da medicina penetram, com mais segurança, na história do enfermo para estudar, com o êxito possível, os mecanismos da doença que lhe são particulares.

Aí, os exames nos tecidos psicossomáticos com aparelhos de precisão, correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do paciente, a qual determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia, antes de nova reencarnação, motivo por que numerosos doentes são tratáveis, mas somente curáveis mediante longas ou curtas internações no campo físico, a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas da mente pelo contato direto com as lutas em que se configuraram.

Curial, portanto, é que o médico espiritual se utilize ainda, de certa maneira, da medicação  conhecida, no socorro aos desencarnados em sofrimento, porque, mesmo no mundo, todo remédio da farmacopéia humana, até certo ponto, é projeção de elementos quimio-elétricos sobre agregações celulares, estimulando-lhes as funções ou corrigindo-as, segundo as disposições do desequilíbrio em que a enfermidade se expresse.


Contudo, é imperioso reconhecer que na Esfera Superior o médico não se ergue apenas com o pedestal da cultura acadêmica, qual ocorre frequentemente entre os homens, mas sim também com as qualidades morais que lhe confiram valor e ponderação, humildade e devotamento, visto que a psicoterapia e o magnetismo, largamente usados no plano extrafísico, exigem dele grandeza de caráter e pureza de coração.

As cirurgias promovidas pelos médiuns de cura aqui na Terra (sempre auxiliados pelos médicos espirituais), ocorrem se acordo com o descrito acima também. As doenças com origens em lesões no períspirito são eliminadas, advindo, em seguida, a cura no corpo físico.

Esclarecem os amigos espirituais, igualmente, que os tratamentos e cirurgias realizados aqui na Terra em nosso corpo físico nos hospitais terrestres, podem auxiliar sobremaneira na cura definitiva das doenças enraizadas no períspirito. Trata-se de uma via de duas mãos. Acima de tudo, está o merecimento do paciente que se dá através do aprendizado e progresso.

Bibliografia:

Francisco Cândido Xavier – Evolução em Dois Mundos – pelo Espírito André Luiz

Apocalipse na visão espírita

11:44 Meu Livro Espírita 0 Comments


Reprodução O Progresso
Antes de fazermos uma relação entre espiritismo e o fim do mundo vamos entender a origem do Apocalipse professado em diversas doutrinas religiosas. Praticamente tudo que sabemos até hoje sobre o Apocalipse vem do livro do apóstolo João. O livro do Apocalipse ("O livro da revelação") e também chamado de Apocalipse de João, é um livro da Bíblia — o livro sagrado do cristianismo — e o último da seleção do Cânon bíblico escrito por João na ilha Patmos.
A palavra apocalipse, do grego αποκάλυψις, apokálypsis, significa "revelação", formada por "apo", tirado de, e "kalumna", véu. Um "apocalipse", na mesma terminologia do judaísmo e do cristianismo é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de "apocalipse" aos relatos escritos dessas revelações. Devido ao fato de, na maioria das bíblias em língua portuguesa, usar o título Apocalipse e não Revelação, até o significado da palavra ficou obscuro, sendo às vezes usado como sinônimo de "final dos tempos".
À luz da Doutrina Espírita, esse "final dos tempos", na verdade, se refere ao término do ciclo planetário chamado "provas e expiações". É conhecido através das obras básicas de Allan Kardec, em a Gênese e o livro dos espíritos, que os mundos possuem uma gradação evolutiva, iniciando sua caminhada nos primeiros estágios chamados de mundos primitivos e concluindo ao atingir o estágio evolutivo de mundos celestes. A Terra está apenas no segundo estágio dessa cadeia evolutiva, ou seja, ainda distante de terminar sua jornada.

Allan Kardec esclarece que "para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Substitui-los-ão espíritos melhores, que farão reinem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade." A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares."
Os espíritos através da psicografia do médium Divaldo Pereira Franco detalham o momento planetário que vivemos: " Vive-se, na Terra, o momento da grande transição de mundo de provas e de expiações, para mundo de regeneração. As alterações que se observam são de natureza moral, convidando o ser humano à mudança de comportamento para melhor, alterando os hábitos viciosos, a fim de que se instalem os paradigmas da justiça, do dever, da ordem e do amor. Anunciada essa transformação que se encontra ínsita no processo da evolução, desde o Sermão profético anotado pelo evangelista Marcos, no capítulo XIII do seu livro, quando o Divino Mestre apresentou os sinais dos futuros tempos após as ocorrências dolorosas que assinalariam os diferentes períodos da evolução".
Então fica claro que o planeta não será destruído na sua forma física, mas que sofrerá uma mudança em sua psicosfera. Aqueles espíritos que estiverem presos aos sentimentos mais densos da alma precisarão ir para outra "escola", e, assim, despertarem suas consciências. O mundo e as relações interpessoais deverão ser de amor e baseados na cooperação entre os povos, e os anseios coletivos, sobrepor aos individuais. Essa revolução planetária faz parte do planejamento feito pelo Mestre Jesus a cerca de 4,5 bilhões de anos.
Entretanto, o mais importante é saber que ainda há tempo para nossa transformação moral. Jesus não espera santidade de nós e sim, encontrar em nossos corações a semente da mudança, aquela vontade sincera de sermos seres humanos melhores.
*Médico veterinário, servidor público e professor universitário (www.vozesespiritas.com.br)

Os Nossos Heróis | Mensagem

11:37 Meu Livro Espírita 0 Comments


Passamos boa parte da nossa existência cultivando imagens de heróis.
Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.

A heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
Envelheceram....
Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso.
Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.

Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu.
Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação.
Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.


Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido. Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis. Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi.

Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.
Com todas as nossas irritações, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram nos dar alegrias.
Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós?

Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febre?
E nós ficamos irritados quando eles se esquecem de tomar seus remédios e, ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia.
É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros...
Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.

Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã, quando eles já não estiverem mais aqui conosco, possamos lembrar com carinho de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que tenham derramado por nossa causa.
Afinal, nossos heróis de ontem serão nossos heróis eternamente: nosso pai e nossa mãe.
Autor desconhecido

Demônios na visão espírita

11:24 Meu Livro Espírita 0 Comments


Segundo a doutrina das igrejas, os demônios foram criados bons e se tornaram maus pela desobediência: São os anjos decaídos, foram colocados por Deus no alto da escala, e desceram. Mas para a doutrina espírita são espíritos imperfeitos que estão ainda na base da escala inferior mas que podem melhorar e evoluir, chegando assim ao nível de espírito puro.

Anjos e demônios não são seres criados à parte, quando unidos a corpos materiais, eles constituem a humanidade que povoa a terra e a outras esferas habitadas, já quando separados do corpo, constituem o mundo espiritual ou dos espíritos que povoam os espaços.

Aqueles que pela sua indiferença, negligência, obstinação ou má vontade permanecem por tempo mais longo nas classes inferiores, tem mais dificuldade em deixar o hábito do mal,tornando mais difícil de sair da situação em que se encontra. Mas chega um tempo em que se cansam dessa existência penosa e dos sofrimentos que na verdade não é nada mais nada menos que uma consequência, se compararmos a sua situação com a dos bons espíritos. Compreendem que seu interesse está no bem e procuram se melhorar, mas o fazem por sua própria vontade e sem serem constrangidos por isso, pois eles estão submetidos à lei do progresso por sua aptidão em progredir igual a todos os espíritos.


Para isso Deus lhes fornece, sem cessar, os meios, mas são livres para aproveitarem ou não. Se o progresso fosse obrigatório, eles não teriam nenhum mérito, e Deus quer que tenham o de suas próprias obras. Não coloca nenhum na primeira classe por privilégio, mas a primeira classe está aberta a todos, e a ela não chegam senão por seus esforços. Os mais elevados anjos conquistaram o seu grau como os outros passando pela rota comum.

Podemos afirmar então que os demônios são espíritos que estão em um grau de evolução inferior, e sentem prazer em praticar o mal, vivendo uma falsa felicidade. Se afastando cada vez mais dos mentores espirituais, por estarem em constante vibração com energias ruins e atraindo para si próprios apenas seres que vivem da prática do mal. Mas chegará o dia em que a lei divina irá fazer com que eles se melhorem e saiam da área de conforto e então aprenderão o verdadeiro sentido da vida, que é amar ao próximo como a ti mesmo para se tornar um dia um espírito de luz.

(Fonte: Livro Céu e o Inferno)